Assim como o próprio nome já indica, justificação tem haver com juízo, julgamento, tribunal, justiça, etc. como vimos nas duas últimas postagens, o homem é totalmente desprovido de qualquer justiça própria, ou seja, é por natureza injusto aos olhos do Grande Juiz, e merece ser condenado pelos seus atos, a doutrina da justificação expõe a glória de Deus em declarar o homem justo, com base nos méritos de Cristo somente. A justificação segundo o Dicionário bíblico Almeira Corrigido Fiel, "É o ato de Deus por meio do qual Ele não somente perdoa o pecado dos crentes, mas também os declara perfeitamente justos, por meio da imputação obediência e da justiça do próprio Cristo sobre eles mediante a fé. Na justificação, Deus “deposita” a justiça de Cristo na conta do crente – Ele atribui ao cristão a perfeição moral de Seu próprio Filho."
A versão Almeida Revista e Atualizada define justificação como; "Ação divina por meio da qual o Senhor Deus nos faz entrar em relacionamento justo com Ele (Rm. 5.16 “E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.”); declaração de inocência ou de justiça, libertação da culpa ou da reprovação" .
Justificação é algo que ocorre no fórum de Deus, diferente de santificação que ocorre em nós, é aqui que ocorre o erro da Igreja Católica Romana - ICAR quando mesclou as duas doutrinas no Concílio de Trento (1545-47/51/52/62-62) conhecido como Concílio Contra-Reforma, tornando a justificação como algo que se alcança durante o decorrer da vida do crente, não somente pela fé sendo imputada com base na justiça de Cristo, mas fundida, especialmente com a obediência aos sacramentos (trataremos melhor do tema em uma série de postagens explicando a doutrina da justificação segundo a ICAR).
Soli Deo Gloria


0 comentários:
Postar um comentário
"O Justo sobre a cruz é o único ponto de contato entre o pecador e o poder salvador de Deus."
(Lewis Sperry Chafer)